A Receita Federal destaca que, caso o contribuinte regularize todas as omissões de obrigações acessórias, antes da publicação do Ato Declaratório Executivo (ADE), ainda será possível evitar a declaração de inaptidão
Área do Cliente
Notícia
Saiba como o banco do Brics pode beneficiar o Brasil
Instituição bancária e fundo de emergência foram anunciados na terça-feira durante cúpula internacional
A criação de um banco do Brics — grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul —, anunciada na terça-feira, é vista por especialistas como uma oportunidade para o país ampliar investimentos em infraestrutura e aumentar sua relevância internacional.
Além de lançar o Novo Banco de Desenvolvimento, que terá sede em Xangai, na China, o bloco oficializou a formação de um fundo de emergência contra crises de US$ 100 bilhões.
A novidade, divulgada durante a 6ª Cúpula do Brics, realizada em Fortaleza(CE), é a primeira ação significativa do grupo de países emergentes criado em 2006 em busca de uma maior influência global. Até então, os encontros eram pautados por muitos discursos e intenções comuns, sem grandes resultados práticos. Isso mudou nesta semana e, segundo especialistas, pode trazer benefícios ao país e ao Estado em diferentes áreas — embora não imediatamente.
Leia também: Acordo Brasil-Rússia acelera exportação de suínos de Santa Catarina
O banco, com capital inicial de US$ 50 bilhões que pode chegar ao dobro nos anos seguintes, terá de ser ratificado pelos parlamentos de cada país e poderá começar a emprestar dinheiro em 2016. Mas, para a professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo Cristina Pecequilo, o simples anúncio da instituição já é significativo para o país.
— Trata-se de um marco para as relações internacionais contemporâneas por ser a primeira iniciativa de peso de países em desenvolvimento que busca solução para nações emergentes. Aumenta a responsabilidade econômica desse grupo, com o Brasil entre eles — analisa Cristina.
Quando o banco começar a injetar dinheiro, segundo o economista Antonio Carlos Fraquelli, o Brasil e o Rio Grande do Sul poderão se beneficiar do fato de que um dos focos da instituição serão projetos de infraestrutura — um dos principais gargalos do Estado e do país para garantir crescimento econômico de forma planejada.
— O banco não vai atender somente aos Brics, mas pode garantir projetos de infraestrutura em setores como estradas, portos, ferrovias, entre outros por aqui. Essas áreas precisam de recursos pesados e há muito por fazer — sustenta Fraquelli.
Para o economista, o momento de criação do banco e do fundo de emergência também é apropriado. Quando o assunto começou a ser discutido, no auge da crise econômica deflagrada em 2008, a economia dos países emergentes ganhou relevância mundial diante da retração experimentada por superpotências como os Estados Unidos e a União Europeia. Agora, segundo Fraquelli, os líderes mundiais dão sinais de recuperação, e países como o Brasil registram PIBs mais tímidos.
— A economia chinesa está em desaceleração, a Rússia tem a crise na Ucrânia, Índia e Brasil enfrentam a inflação, então todos estão sob forte observação dos investidores — acrescenta o economista.
Há alguma desconfiança em relação ao fato de a sede do banco ser na China, e do primeiro presidente ser indiano, o que poderia simbolizar um papel secundário do Brasil. Para o professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) André Reis da Silva, isso não diminui a importância da iniciativa.
— É quase natural a sede ser na China pela capacidade econômica do país, embora isso desperte certa preocupação na nossa diplomacia de que os chineses poderiam usar a instituição para interesses próprios — afirma Silva.
O professor pondera que o formato de gestão e as grandes decisões deverão se basear no consenso entre os membros, reduzindo as preocupações de uma eventual "hegemonia" de um país.
— O banco deverá seguir o formato colegiado que as cúpulas dos Brics têm mantido nos últimos anos — completa silva.
COMO A INICIATIVA PODE BENEFICIAR O BRASIL
Infraestrutura: um dos focos do "banco do Brics" será o apoio a projetos de infraestrutura — justamente um dos maiores gargalos de países emergentes como o Brasil para garantir crescimento adequado. O acesso facilitado aos recursos do banco pode estimular investimentos em estradas, portos, energia, entre muitas outras áreas que hoje carecem de melhorias.
Condições de empréstimo: os países emergentes dependiam do auxílio de instituições como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional para tocar grandes projetos ou superar crises. Essas instituições exigem obediência a determinadas regras para liberar o dinheiro. Essas regras são determinadas segundo as políticas econômicas defendidas pelos países que controlam essas instituições, como os Estados Unidos. De acordo com o professor de Relações Institucionais André Silva, a instituição deve criar condições voltadas aos interesses dos emergentes, com potencial de interação com outros países em desenvolvimento na Ásia, na África e na América Latina.
Relevância política: um dos objetivos estratégicos do novo banco e do fundo de emergência é criar uma alternativa a instituições controladas pelas superpotências como o FMI. Há vários anos, o Brics tentava alterar a organização do FMI para aumentar o nível de poder dos emergentes na instituição. Como até agora os avanços foram limitados, o lançamento de seu próprio banco e de um novo fundo de emergência aumenta o peso político e econômico desses países no cenário internacional.
Estímulo a empresas: a Confederação Nacional da Indústria (CNI) acredita que o lançamento do banco deverá fortalecer as empresas brasileiras no Exterior ao facilitar investimentos. Projetos em infraestrutura viabilizados pelo banco no Brasil também poderiam reduzir o custo da produção nacional, aumentando a competitividade do país.
Ajuda a outros países: além do banco, a criação de um fundo de emergência para economias emergentes pode ajudar não apenas diretamente o Brasil, mas indiretamente ao socorrer países com os quais os brasileiros mantêm fortes relações comerciais. Uma eventual ajuda à Argentina, por exemplo, ajudaria o setor calçadista gaúcho que exporta para o país vizinho, segundo o economista Antonio Carlos Fraquelli.
Notícias Técnicas
Débitos no valor de até 60 salários mínimos podem chegar a 50% de desconto
Informar todos os valores que compõem a declaração é essencial para evitar inconsistências de dados entre a fonte pagadora e as informações apresentadas na declaração
Mesmo isenta de tributação desde 2023, a pensão alimentícia continua no radar da Receita Federal e deve ser informada na declaração do Imposto de Renda 2026
Quem é MEI pode precisar fazer duas declarações à Receita Federal: a declaração como pessoa física, para informar rendimentos e ajustar o Imposto de Renda, e outras informações patrimoniais
Notícias Empresariais
Cedo ou tarde, todos nós descobrimos que a vida real começa exatamente quando o Plano A falha
Em um cenário imprevisível, o diferencial não está em quem controla tudo — está em quem consegue evoluir junto com a mudança
Para o escritor Luis Carlos Marques Fonseca, crises, desconfortos e relações humanas podem levar ao amadurecimento quando há autoconhecimento, presença e responsabilidade
Segundo o Dicionário Aurélio, líder é quem tem autoridade para comandar, sendo até tratado como sinônimo de chefe. Na prática, porém, essa equivalência nem sempre acontece
Investidor deve estar atento para situações que podem afetar os mercados e suas aplicações; veja quais e como se proteger
Notícias Estaduais
No dia 14 de outubro de 2021, a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP)..
A Receita Estadual do Paraná comunica que o Supremo Tribunal Federal declarou que é constitucional a imposição tributária aos contribuintes optantes pelo Simples Nacional da diferença de alíquotas do ICMS pelo Estado de destino por ocasião da entrada de mercadoria em seu território.
Será possível parcelar em até 60 meses débitos de ICMS, com desconto de até 40% em juros e multas
Acesso ao microcrédito, orientação para microempresa e Micro Empreendedor Individual (MEI), cursos, orientação para o protocolo digital de processos de registro de empresas, e manutenção preventiva de equipamentos, fiscalização e legislação. Esses são alguns serviços que constam no convênio firmado entre o Governo do Estado e o Sebrae, nesta sexta-feira (28).
A Receita Federal notificará 1.070 contribuintes no Acre, Amazonas, Amapá, Roraima, Rondônia e Pará para explicar declarações de despesas de alto valor no Imposto de Renda. No Amazonas são 281 contribuintes. A Receita não informou os valores.
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional